Você já deve ter ouvido falar que círculos passam a sensação de amigável, fofura, inocência. Essa é uma característica psicológica nossa resultante da nossa infância, objetos redondos não machucam, objetos triangulares/pontudos machucam. Então quando o designer apresenta o logo da empresa, procure questioná-lo quanto a forma básica que ele escolheu, pois a forma comunica ao público, de forma inconsciente, as características básicas da sua empresa.

 

Já que exploramos um pouco as características do circulo, vamos falar das características do quadrado e do triângulo também.

 

O quadrado, apesar de ter pontas, também passa a ideia de confiabilidade, pois ela não “rola”, é imóvel. Por isso também atribui-se estabilidade, força e resistência.

 

Dependendo da posição do triângulo, ele pode dar a ideia de estabilidade assim como o quadrado, mas só se as pontas não estiverem em contato com o “chão”. No caso de uma estrela, ela tem estabilidade se duas pontas estiverem em contato, mas uma ponta apenas dá a sensação de equilíbrio (se o triângulo estiver simétrico em relação ao “chão”) ou desequilíbrio (no caso de assimetria). Outras características são de velocidade, por ter uma forma aerodinâmica, e alerta. Já reparou que a sinalização para “prioridade” na estrada é um triângulo invertido? è pela sensação de alerta.

 

(Nota: o “chão” que eu digo é um chão imaginário, pois nós humanos não conseguimos observar um objeto e assumir que ele está flutuando em um espaço vazio, por isso sempre assumimos naturalmente que existe um “chão” logo abaixo do objeto)

 

Agora que já está familiarizado com as três formas geométricas básicas, lhe apresento as três formas básicas de design gráfico:

O ponto, a linha e o contorno.

 

Com o ponto podemos fazer uma linha, texturas, organizar o espaço em branco, etc. Na linha podemos construir formas sólidas, direcionar o olhar, etc. Com o contorno conseguimos dar volume, peso, etc.

 

Cada uma dessas formas têm um conjunto de características que se modificam e condicionam de acordo com  as seguintes definições:

 

Forma: Representação de um objeto, podendo ser imaginário ou real. Definida pela disposição geométrica.

 

Direção: podendo ser horizontal, vertical ou diagonal, projetando-se de uma forma e continuando um caminho imaginário depois desta já ter fisicamente finalizada.

 

Cor: A mais evidente das características, podendo ser identificado de longe e em pouco tempo. Usada corretamente pode dar a sensação de movimento, luz, sombra e dinamismo. Podendo ser usada no contorno e da parte interna do objeto assim como no espaço a sua volta. Essas cores podem, assim como as formas geométricas básicas, passar uma sensação, como por exemplo, a cor azul pode ser fria e intensa ao mesmo tempo. Veja a psicologia das cores para mais informações.

 

Textura: Textura é o que dá a ilusão de tato através da visão, podendo dar o objeto características de materiais ou substâncias físicas, líquidas ou gasosas através de variações diminutas na superfície.

 

Escala: Definem a propriedade de diferentes áreas da composição, podendo direcionar a atenção ou detalhar uma área da composição através da repetição.

 

Dimensão: Um projeto gráfico têm apenas duas dimensões, mas podemos dar a ilusão de tridimensionalidade através de técnicas de perspectiva, luz e sombra, sobreposição ou introduzindo fotografia ou composição de arte 3D na obra.  

 

Movimento: Apesar de ser inexistente em peças gráficas, podemos dar a sensação de movimento a uma marca ou peça com certas técnicas com conotações de dinamismo e força, também pode já estar implícito, como no caso do triângulo.